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Por Débora Baptista
Para os apreciadores, não há nada mais prazeroso do que encerrar o almoço saboreando uma deliciosa xícara de café expresso. Ou ainda fazer uma pausa no trabalho no meio da tarde para degustar a bebida campeã na preferência nacional. Segundo a Associação Brasileira da Indústra de Café (ABIC), Nove em cada dez brasileiros acima de 15 anos bebem café todos os dias. A bebida ocupa o segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas da água e à frente dos refrigerantes e do leite. Entre maio de 2007 e abril de 2008, cada brasileiro consumiu quase 74 litros de café, uma evolução de 2,1% em relação ao mesmo período anterior. O melhor nessa história é que, além de saboroso, o café faz bem para a Saúde. Por isso, você pode se entregar sem medo ao prazer de algumas xícaras de café durante o dia. "Assim como o exercício físico, essa bebida faz bem para o corpo e para o cérebro, porém deve ser consumida com moderação, três ou quatro xícaras ao dia", recomenda o dr. Darci Roberto Lima, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O especialista lembra que as escolas deveriam retomar o costume de servir café com leite no lanche. "É uma opção nutritiva e saudável aos isotônicos e energéticos que deixam as crianças ativas e excitadas, além de não contribuir para a obesidade infantil", comenta dr. Darci, que também é coordenador do Projeto da Merenda Escolar, convênio entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, do Ministério da Agricultura) e a ABIC. O projeto já levou café com leite e pão com manteiga para escolas de vários estados brasileiros. Em 2009, a idéia será exportada para a Colômbia e, em breve, para os Estados Unidos.
Em demasia, o café pode fazer mal da mesma forma que o excesso de sal. É o que defende o dr. Darci Roberto Lima, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador-científico do site http://www.cafeesaude.com.br/. "Não há nenhuma evidência conclusiva que indique que uma quantidade moderada de café, o equivalente a três a quatro xícaras por dia, faça mal a saúde. No entanto, pessoas que possuem maior sensibilidade à cafeína podem reduzir essa quantidade ou substituir por café descafeinado", afirma.
A seguir algumas dicas do especialista.
Diabetes: Estudos recentes sugerem que o consumo diário de até seis xícaras de café descafeinado pode prevenir o surgimento do diabetes tipo 2.
Parkinson: Segundo pesquisas americanas, o consumo frequente de café diminui em pelo menos 20% a probabilidade de desenvolvimento da doença. A bebida reduziria a perdad de dopamina, neurotransmissor que é afetado pela doença.
Câncer: O consumo moderado e regular de café pode bloquear o desenvolvimento de células cancerígenas.
Depressão: Uma substância formada a partir do ácido clorogênico, presente no grão, ajuda a evitar alterações de humor. A Universidade Federal do Rio de Janeiro acompanhou 100 mil jovens durante dez anos e constatou um número menor de casos de depressão e de dependência química entre os que tomam café regularmente.
Memória: A cafeína o outras substâncias do café ativam receptores no cérebro, o que mehora a atenção, a concentração e a formação da memória em crianças e adultos. Em pessoas com mais de 60 anos, duas xícaras diárias ajudam a fixar melhor as informações.
Sistema digestivo: O café não causa úlcera ou gastrite, mas deve ser evitado por pessoas que possuem estas doenças, juntamente com refrigerante, chá, bebidas quentes e gasosas.
Coração: Ao contrário do que se pensava, o consumo moderado de café pode fazer bem ao coração.
Sono: O consumo de café estimula o sistema de vigília, aumentando a atenção, concentração, e mecanismos neuronais que atuam na consolidação da memória. Para as pessoas que dormem normalmente entre 6 e 8 horas, o consumo exagerado de café durante a noite causa privação do sono e prejuízo da atenção e concentração no dia seguinte.
Calorias: Puro, o café não tem calorias. Apenas quando ingerido com leite e açúcar. Crianças que tomam a bebida com leite não apresentam obesidade quando comparadas aquelas que tomam refrigerante regularmante.
Fonte: Revista Varanda, Dezembro 2008, edição n° 19.







